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Timidez e Fobia: Veja a diferença entre timidez e fobia social

Para entender fobia social é preciso entender um pouco sobre os transtornos fóbico ansiosos. São transtornos nos quais há uma ansiedade muito intensa, e ela é desencadeada por situações que não apresentam nenhum perigo real, mas a pessoa se sente muito mal. Então, por conta desse medo, as pessoas acabam evitando ou suportando a situação, mas com muito temor. É o exemplo de quem passa mal em aviões, em elevadores, ou que têm uma fobia muito grande a aranhas. No caso da fobia social, a pessoa tem um medo muito grande de ser exposta à observação por outras pessoas, o que leva, muitas vezes, a evitar situações sociais.

Sintomas da fobia social

Em casos mais graves, a fobia social vem acompanhada de uma perda de autoestima. Ou então, de um medo muito grande da opinião das outras pessoas ou de ser criticado. Assim, esses indivíduos sofrem porque acabam valorizando demais a opinião das outras pessoas.

Quando se fala em fobia, além desse medo exagerado, o paciente muito frequentemente vai ter sintomas físicos. Ou seja: você chega em um evento, está com um desconforto, mas, também fica vermelho, e todos percebem. Além disso, você pode suar muito, fazendo com que sua roupa manche, ficar enjoado, com a sensação de que vai desmaiar, vontade urgente de urinar.

É interessante que, muitas vezes, os indivíduos acham que esse sintoma físico é a causa principal, não procurando o psiquiatra para tratar a fobia social. Eles vão, por exemplo, no dermatologista, para reclamar que estão suando muito. Ou vão procurar um cardiologista, por estarem com o coração acelerado, muitas vezes sem motivo. Eles não entendem que o que desencadeia esse sintomas são essas situações sociais.

Pessimismo

A pessoa pode até não apresentar esses sintomas físicos, mas no dia seguinte fica relembrando todos os fatos que aconteceram, valorizando muito mais o lado negativo que o positivo. Pesando, por exemplo: “nossa, o anfitrião não me recebeu tão bem”; “nossa, e no momento que eu tropecei no tapete todo mundo olhou”. Ao mesmo tempo, a pessoa esquece que teve bons momentos, viu pessoas queridas, comeu uma comida gostosa, contou uma piada e todos riram. Ou seja, o negativo é muito mais hipervalorizado que o positivo.

No caso da fobia social, as situações mais temidas são: comer e beber em público, falar em público, entrar numa sala ou em uma festa em que já tenha pessoas sentadas também é desconfortável. Conversar com estranhos, participar de reuniões sociais, assinar documentos na frente de outras pessoas.

Qual a diferença da timidez para a fobia social?

A timidez é um comportamento não patológico, ou seja, não é uma doença. Por isso, ela não trará tanto prejuízo para a vida da pessoa quanto a fobia social. Mesmo tímido, a pessoa tem amigos, emprego, vai à entrevista de trabalho. Já a fobia social é uma fonte de grande mal-estar.

A fobia social é invasiva, mesmo que a pessoa não queira sentir isso, é como se a fobia a invadisse, e ela começa a passar mal. Isso acaba afetando tanto as escolhas profissionais quanto escolares. Muitas vezes o indivíduo deixa de escolher um emprego, porque sabe que naquele emprego terá que se comunicar demais, e era o emprego que ele tanto queria.

O que causa a fobia social?

Como a maioria dos transtornos psiquiátricos, a fobia social é ocasionada por uma confluência de fatores. Há uma influência genética, cerca de 30%. Mas, o restante se dá pela influência das vivências que a pessoa teve durante a sua vida. Alguns sintomas iniciam na infância, mas é durante a adolescência e início da vida adulta que o paciente sofre mais com os sintomas.

É importante tratar?

Sim. Muitas pessoas que têm fobia social acabam abusando de bebida alcoólica, uso de drogas, para conseguir diminuir a ansiedade e interagir melhor. Pessoas com fobia social têm uma tendência a chegar e já pedir alguma bebida, para ficarem mais relaxados e, assim, conseguirem curtir a noite.

O tratamento é feito com antidepressivos e, se o paciente estiver apresentando muitas crises, pode ser necessário o uso de tranquilizantes. Além disso, é necessário fazer terapia.

É muito importante prestar atenção nos filhos de pacientes com fobia social. Pois, eles têm uma maior chance de desenvolver o transtorno. Então, observe se crianças não querem ir a festas, não interagem ou não brincam com crianças da mesma idade que eles, que têm dor de barriga todos os dias na hora de ir à escola. Mas, é preciso verificar com o professor se não tem algo a mais acontecendo, que esteja desencadeando esses sintomas na criança. No entanto, se foi identificado que a criança tem uma dificuldade quando às habilidades sociais, quanto antes o tratamento for iniciado, melhor.

Fonte: Transtornos

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