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Bulimia nervosa: Entenda o que é e as complicações causadas pela bulimia nervosa

Os distúrbios alimentares são um grupo de doenças que se caracterizam pela pessoa ter hábitos alimentares irregulares, que afetam negativamente a sua saúde e as suas emoções, associados a uma angústia em relação à sua imagem corporal ou uma preocupação excessiva com o seu peso. Nesse artigo, você entenderá o que é a bulimia nervosa, comumente conhecida como bulimia.

O que é bulimia nervosa?

A bulimia é um dos distúrbios alimentares mais frequentes, junto com a anorexia nervosa e o transtorno de compulsão alimentar periódica. Não se sabe exatamente o que causa a doença, mas, a história familiar de distúrbios alimentares em parentes de primeiro grau é um fator de risco. Outros fatores de risco são: baixa autoestima, autoimagem negativa, história de um trauma ou abuso na infância e atividade profissional em que a aparência ou a performance são importantes.

A bulimia é três vezes mais comum em mulheres do que nos homens. O início dos sintomas surgem em média entre os 18 e os 20 anos de idade. Existe uma associação grande com anorexia nervosa, sendo que cerca de 60% das pessoas com bulimia já tiveram diagnóstico de anorexia anteriormente. Mas, na realidade, as pessoas que têm distúrbios alimentares passam por vários diagnósticos ao longo da sua vida, preenchendo critérios para anorexia nervosa, bulimia ou para transtorno de compulsão alimentar periódica em momentos diferentes.

Características da bulimia nervosa

Existem cinco características principais na bulimia, que fazem parte de um ciclo:

Começa sempre com uma restrição intensa de calorias, com períodos de jejum e privações de comida. Isso faz com que a pessoa fique com uma fome intensa e acabe em um episódio de compulsão alimentar. Nesse episódio, ela tem a sensação de perder o controle sobre a comida. Então, depois de ingerir todas essas calorias, surgem os sentimentos de vergonha e culpa. Então, a partir disso, surgem os pensamentos compensatórios, que podem ser purgativos ou não. A pessoa pode induzir o vômito, usar laxantes e diuréticos, ou então fazer exercícios intensos, por exemplo. E tudo isso, sempre, associado a uma preocupação excessiva com forma e o peso do seu corpo.

Durante os episódios de compulsão alimentar, a pessoa pode ingerir em até dez vezes a quantidade diária de calorias recomendada. Isso ocorre sempre em um curto espaço de tempo, como, por exemplo, duas horas. Além disso, é comum a sensação de não conseguir parar de comer. Assim, a pessoa continua comendo para muito além do ponto de saciedade, até se sentir fisicamente mal.

Diagnóstico

Para fazer o diagnóstico de bulimia, esses episódios têm que se repetir pelo menos uma vez por semana, por três meses, e não pode estar associado a anorexia nervosa. Além disso, a bulimia pode ser considerada:

  • Leve: se a pessoa apresenta de 1 a 3 comportamentos compensatórios por semana;
  • Moderada: se a pessoa apresenta de 4 a 7 comportamentos compensatórios por semana;
  • Grave: se a pessoa apresenta de 8 a 13 comportamentos compensatórios por semana;
  • Extrema: se a pessoa apresenta de 14 ou mais comportamentos compensatórios por semana

A maior parte dos pacientes com bulimia têm outras condições psiquiátricas associadas, sendo as mais comuns: depressão, transtornos de ansiedade, como estresse pós traumático e a fobia social. Também, abuso ou dependência de substâncias. Além disso, a automutilação também é muito frequente.

Existem algumas características físicas que são típicas da bulimia, como, por exemplo, o aumento das parótidas, que s são glândulas salivares, que estão localizadas em cada lado da face à frente do ouvidos. Além disso, ocorre a perda do esmalte dentário, cárie ou doença gengival. Calosidades, cicatrizes e escoriações nas articulações e no dorso das mãos, por causa da indução do vômito. Perda excessiva de cabelo. Pele seca. Acne.

Complicações

Ao contrário do que acontece na anorexia, as pessoas com bulimia podem ter peso normal ou até estar ligeiramente acima do peso. Mas, a bulimia afeta vários órgãos e sistemas, dependendo da frequência e da prática purgativa que é utilizada.

Pois, existe uma série de complicações gastrointestinais que podem surgir ao longo do tempo, como:

  • Dor abdominal;
  • Doença do refluxo gastresofágico;
  • Síndrome do intestino irritável;
  • Obstrução intestinal;
  • Hemorragia digestiva.

Do ponto de vista endócrino, o sistema reprodutor é o mais afetado. Por isso, aproximadamente metade das mulheres com bulimia tem irregularidades menstruais, sendo muito comum a ausência de menstruação e a infertilidade.

Os vômitos excessivos levam à desidratação, à perda de ácido de potássio. Por isso, os pacientes com bulimia podem ter alterações relacionadas aos níveis reduzidos de potássio no sangue, como: arritmias cardíacas e insuficiência renal. Além de sintomas específicos da desidratação, como fraqueza, tonturas e taquicardia.

O tratamento da bulimia nervosa envolve reabilitação nutricional, psicoterapia e farmacoterapia com antidepressivos.

Fonte: Bulimia

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